Modalidades

Modalidades esportivas do Mergulho Livre

O mergulho livre quando praticado de forma desportiva, organizado em torneios, campeonatos individuais ou em equipes, ou mesmo quando organizado um evento para tentativas de recordes locais, regionais ou mundiais, é dividido em 6 modalidades distintas, sendo 4 esportivas e 2 apenas para recordes, como veremos a seguir.

APNÉIA ESTÁTICA

Consiste em ficar o máximo de tempo sem respirar, normalmente na superfície (alguns poucos atletas a praticam no fundo), sempre estático (sem movimentação) e normalmente em piscina.

Pode ser considerada como uma modalidade padrão, além de uma das mais importantes, pois normalmente as competições esportivas são um combinado

de Apnéia Estática mais uma ou duas modalidades. Além disso, é a base de treinamento para o atleta se desenvolver bem nesta e em outras categorias, já que todas são em suspensão voluntária da respiração.

Atleta: Carol Schrappe.

APNÉIA DINÂMICA
Nesta modalidade o apneísta percorre a maior distância horizontal. Normalmente é praticada em piscina, no mínimo semi-olímpica (25m).

Em competições normalmente é conjugada com as modalidades de Apnéia Estática e o Lastro Constante. É praticada em duas sub-modalidades: com e sem nadadeiras.

Atleta: Carol Schrappe.

LASTRO CONSTANTE
Considerada por muitos atletas de alto nível como a modalidade mais importante (e na verdade, uma das que estes mesmos atletas mais apreciam). Consiste em descer a maior profundidade possível, sem o auxílio de nenhum equipamento para a descida ou subida, usando seus próprios esforços.

É chamada de lastro constante porque o mesmo peso escolhido pelo atleta para a descida tem de ser utilizado para sua subida. A descida e a subida são realizadas junto a um cabo, porém, o atleta não pode tocá-lo. Também é praticada em duas sub-modalidades: com e sem nadadeiras.

Atleta: Carol Schrappe.

IMERSÃO LIVRE
A forma mais pura de se praticar a apnéia, pois o atleta não utiliza nadadeiras, descendo e subindo usando os braços junto ao cabo (ao contrário do lastro constante sem nadadeiras, que não se pode utiliza-lo).

A maioria dos atletas desce de ponta cabeça, enquanto alguns preferem descer na posição “em pé”.

Atleta: Doc Lopez.

LASTRO VARIÁVEL
Nesta modalidade usa-se um lastro – chamado de sledge – para a descida, que vai preso ao cabo. O mesmo contém um freio que é acionado no fundo pelo atleta, quando atinge a profundidade desejada.

No retorno, o atleta tem de subir usando a nadadeira, sem poder se apoiar ou usar o cabo para a subida.

Atleta: Loïc Leferme.

NO LIMITS
Esta categoria não é mais praticada em competições esportivas, mas sim para tentativas de recordes.

O mergulhador usa o sledge para a descida, e chegando a profundidade desejada, é “ejectado” para cima através do acionamento de um balão de gás.

A descida e a subida são feitas de forma muito rápida, e o atleta, que não realiza esforço físico durante o trajeto, tenta buscar profundidades cada vez maiores. O grande “ponto” aqui é a adaptação a pressão e a grande variação pela qual o atleta tem de passar.

Atleta: Steve Trulia.